Desafios do mercado do jornalismo em Pelotas
O mercado de trabalho para comunicação em Pelotas está saturado. O ingresso de vestibulandos no curso de Comunicação da Escola de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas (Ecos – UCPel) durante processo seletivo de verão costuma ser de, em média, 150 alunos - 52% deles na habilitação
Para a maioria dos formandos de jornalismo de Pelotas, buscar novas alternativas é algo vital para garantir o futuro. A dois anos da formatura, o acadêmico Eduardo Menezes diz acreditar que Pelotas só tem espaço para o chamado jornalismo comercial. “O jornalismo pelotense vive de padrões muito conservadores. Não tem espaço para inovar”, afirma o estudante. Para ele, o futuro da profissão está na internet. “Se puder escolher, vou trabalhar com mídias alternativas. São veículos novos e isentos, o que possibilita o livre exercício da profissão”.
Já João Monteiro ainda tem alguma esperança na atividade clássica da imprensa. "Trabalhar com o impresso tem romantismo e adrenalina. Até mesmo o ato de escrever em papel e ter um contato cara-a-cara com o entrevistado é algo que me atrai na profissão", afirma.
Diante das dificuldades enfrentadas, muitos recém-formados escolhem caminhos totalmente alternativos. Para o professor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) e jornalista Rafael Hoff, cada vez mais os jornalistas têm procurado mercado no cinema e até mesmo na publicidade. "Como o jornalista pode circular por muitos ambientes, cada vez mais vemos estes profissionais investindo em carreiras na área de redação em publicidade, cinema e até mesmo produção de eventos, o que acaba por prejudicar publicitários e relações públicas". A dica do professor é conhecer seu estilo, mas nunca esquecer que, para trabalhar na comunicação social, o profissional precisa ser dinâmico. "O mercado do jornalismo tem exigido profissionais completos e dinâmicos. Não se aceita mais que um jornalista não saiba editar sua própria matéria, por exemplo. Além disso, o acadêmico desta habilitação precisa ter em mente que o conhecimento dos mais diferentes veículos de comunicação é vital para a sobrevivência neste mercado. Nem sempre será possível trabalhar somente em TV, rádio ou jornal, às vezes a oportunidade está num veículo diferente daquele que pretendíamos trabalhar durante a faculdade", completa.

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